O carnaval pelo Cria Ti na Luz - Lucas Teixeira


O que é Carnaval: O Carnaval normalmente envolve uma festa pública e/ou desfile combinando alguns elementos circenses, máscaras e músicas. As pessoas usam fantasias, permitindo perder a sua individualidade cotidiana e experimentar um sentido elevado de unidade social. Outra característica comum do carnaval é a inversão geral das regras e normas do dia a dia (vamos voltar nesse ponto importante mais adiante). Origem da Palavra Carnaval: Do latim clássico carnem levare ou carnis levale, que significa na tradução literal “abstenção da carne”. Esta palavra foi criada a partir da junção dos termos latinos carnis, que significa “carne”, e o verbo levare, que quer dizer “tirar”, “levar” ou “afastar”. A explicação para este significado vem do fato da festa do carnaval ser sempre comemorada no período que antecede a quaresma, quando normalmente se pratica a abstinência no consumo de carnes. O Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa, em fevereiro, geralmente, ou em março. Origem do Carnaval Entre os antigos egípcios havia as festas de Ísis e do boi Ápis; entre os hebreus, a festa das sortes; entre os gregos antigos, as bacanais; na Roma Antiga, as lupercais, as saturnais. Festins, músicas estridentes, danças, disfarces e licenciosidade formavam o fundo destes regozijos. Pelo seu lado, os gauleses tinham festas análogas, especialmente a grande festa do inverno a que é marcada pelo adeus à carne que a partir dela se fazia um grande período de abstinência e jejum, como o seu próprio nome em latim "carnis levale" o indica. Saturnália ou saturnal = festas romanas em honra de saturno, nas quais predominava a lincenciosidade; orgia. Bacanália ou bacanal = festim dissoluto; devassidão; orgia. Festas antigas em honra de baco. Baco = deus romano do vinho. Dionísio = deus grego da vinha e do vinho. Outros estudiosos defendem a origem do nome romano para a festa do Navigium Isidis ("navio de Isis"), onde a imagem de Ísis era levada à praia para abençoar o início da temporada de velejamento. O festival consistia em um desfile de máscaras que seguia um barco de madeira decorado, possivelmente a origem dos carros alegóricos dos carnavais modernos. Como diversão popular, o carnaval assume as peculiaridades dos lugares onde ocorre. Todos os carnavais são reminiscências das festas dionisíacas da Grécia Antiga, das bacanais de Roma e dos bailes de máscara do Renascimento. O Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, possui o maior carnaval do mundo, com uma estimativa de mais de 2 milhões de pessoas por dia de festa. Na Antiguidade, os povos consideravam o inverno como um reino de espíritos que precisavam serem expulsos para que o verão voltasse. O Carnaval pode assim ser considerado como um rito de passagem da escuridão para a luz, do inverno ao verão: uma celebração de fertilidade, a primeira festa de primavera do ano novo. Várias tribos germânicas celebravam o retorno da luz do dia. O inverno seria afastado, para se certificar de que a fertilidade poderia retornar na primavera. Uma figura central desse ritual era possivelmente a deusa da fertilidade Nerto. Além disso, há indicações de que a efígie de Nerto ou Frey era colocada em um navio com rodas e acompanhada por uma procissão de pessoas disfarçadas de animais e homens vestidos de mulheres. A bordo do navio um casamento seria consumado como um ritual de fertilidade. Em muitos sermões e textos cristãos, o exemplo de uma embarcação é usado para explicar a doutrina cristã: "a nave da igreja do batismo", "o navio de Maria", etc. Os escritos mostram que eram realizadas procissões com carruagens semelhantes a navios e festas suntuosas eram celebradas na véspera da Quaresma ou a saudação da primavera no início da Idade Média. O período quaresmal do calendário litúrgico, as seis semanas imediatamente anteriores à Páscoa, foi historicamente marcado pelo jejum, estudo e outras práticas piedosas ou penitenciais. Durante a Quaresma, não havia festas ou celebrações e as pessoas se abstinham de comer alimentos ricos, como carne, laticínios, gordura e açúcar. Todo o evento carnavalesco era estabelecido antes do jejum, para criar uma divisão clara entre o pagão e o costume cristão. Também era costume durante o Carnaval que a classe dominante fosse zombada usando máscaras e disfarces. Carnaval: é Bom ou Ruim? Como mostra a história, a origem pode ser de rituais otimistas que abençoavam as pessoas ou de rituais mais densos, promíscuos, que apenas tinham como objetivo o prazer, o mundo material e não possuíam ligação com o espiritual. Então essa é nossa resposta: nem bom, nem ruim, é apenas o Carnaval. A questão nunca é o julgamento de "bom ou ruim" em si das situações, mas sim como o indivíduo interage com a situação. Então o carnaval pode ser muito bom para muitas pessoas que saibam desfrutar das festividades com segurança e moderação. Mas também pode ser ruim para aqueles que utilizam as festividades como uma forma de escapar da realidade de sofrimento e se envolvem em situações de baixa vibração, como brigas, acidentes, etc. Mas e pela visão espiritual? É bom ou ruim? Os Senhores da Luz, como dizia Vovó Maria Conga, vão buscar a elevação da energia do planeta, seja no carnaval, ou qualquer outra festividade ou movimento que a humanidade firmar na terra. Os Seres das Trevas, que estão fora da lei, vão buscar o movimento contrário, também independendo a festividade ou movimento. Então como tudo na vida, existe um equilíbrio entre os dois polos, da luz e das trevas. Portanto os espíritos da Luz podem usar o carnaval para elevar a frequência do Planeta utilizando a seu favor essa energia do carnaval de festa, alegria, leveza, alto astral etc... Assim como os espíritos fora da lei vão querer aproveitar para obsediar as pessoas, mas cada um atrai aquilo que vibra, não é verdade? Então você pode estar buscando sua elevação espiritual no dia a dia e ainda assim comemorar o carnaval nas festividades sem problema algum, tudo depende do princípio da intenção a qual realizamos nossas ações. Carnaval e os Retiros Espirituais Esse também é um período onde muitas pessoas escolhem participar de Retiros Espirituais, para restabelecer suas energias e revisar seu propósito de vida, se reconectar com o divino que reside em si. Retiros Espirituais são uma ótima opção para quem não gosta, ou não vai pular carnaval, diversos locais na natureza oferecem opções ótimas, integrando Yoga, meditação e outras atividades e filosofias. Se você quiser participar de um Retiro Espiritual. Aqui vai algumas dicas para aproveitar e se certificar de que é um bom retiro espiritual: 1- Possui um grupo de pessoas com o mesmo interesse: quando um grupo se reúne, a energia se expande, intensifica, mas todos devem estar buscando o Retiro com propósitos semelhantes, de elevação, de conexão com o Divino. Então verifique as atividades e a proposta do Retiro, para se certificar a proposta dele. 2- Ter um bom Orientador Espiritual: nos Retiros Espirituais "coisas acontecem", devido a grande quantidade de energia movimentada no grupo, além de toda a abertura que a espiritualidade encontra para trabalhar em nós, então é sempre importante ter um Orientador Espiritual para te guiar nesse Retiro e te orientar, sanar suas dúvidas e poder te ajudar no seu processo de conexão. Nós do Cria Ti na Luz acreditamos numa autonomia do Ser, onde você encontra suas próprias respostas, mas sempre estamos dispostos à orientar, certifique-se de que onde você vai participar também tenha alguém para te orientar e você não se sentir perdido. 3- Dê preferência para Retiros Não Religiosos / Dogmáticos: se você possui uma religião e vai participar de um Retiro na sua religião tudo bem... Mas acho importante se certificar de que você está indo lá para se conectar mais consigo mesmo, com seu Divino... Não para cumprir regras ou penitências. Acredito que um Retiro com a proposta de impor verdades / regras dogmáticas ou te forçar a acreditar em algo não é o mais saudável. Entretanto, sempre há algo bom para se aprender com tudo... Então separe o joio do trigo. 4- Seu Retiro, Sua Conexão: lembre-se que todos somos diferentes. Busque respeitar sua experiência única e a das outras pessoas e observe se o mesmo está sendo conduzido pelo seu Orientador Espiritual, porque cada um sente de uma forma diferente, se conecta com sua espiritualidade de uma forma diferente, além de ter pontos de vista diferentes, consciências diferentes etc... Então é importante o respeito pela sua individualidade espiritual. 5- Retiros Espirituais Pagos e Gratuitos: existem alguns Retiros gratuitos, geralmente de instituições religiosas. Dificilmente você encontrará um Retiro gratuito que não seja de uma religião. Se você faz parte de uma religião e tiver essa oportunidade, ótimo! Mas se você buscar algo mais "universal", sem ligação religiosa, você irá encontrar preços diferentes para se participar dos Retiros, dependendo muito da localização, da Organização que estiver realizando e das atividades e benefícios inclusos como alimentação, apostila etc... Tudo bem encontrar Retiros mais "caros" porque tudo é uma questão de perspectiva, mais vale pagar um pouco mais por um bom Retiro e ter uma experiência incrível do que economizar e passar desconfortos na sua jornada. Não separe o dinheiro do espiritual, estamos na matéria, valorize, honre a energia do dinheiro e pense que quanto maior o investimento, geralmente é melhor a experiência. Mas quem busca opções gratuitas ou mais acessível, pesquise com alguma instituição religiosa ou sem fins lucrativos, ou até mesmo em sites/blogs de viagens e experiências, geralmente eles indicam Retiros na época do carnaval. Outras Possibilidades: aqui na Egrégora temos um Retiro Espiritual Online fechado que é pago, mas também conteúdos gratuitos e aberto à todos nas nossas redes sociais, no Youtube... Então se você não for a nenhum lugar, por opção ou condições financeiras, participe conosco gratuitamente! Outra opção é você mesmo construir o seu próprio Retiro Espiritual em casa, do seu jeitinho, mas com eficiência. Eu vou trazer um novo post aqui para ensinar como fazer isso em breve!

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