Dualidade com Rita Kassia (Dobradora do tempo do Avatar 2.0)




Na filosofia indiana se diz que a Terra é Maya e que vivemos na ilusão de Maya porque ela cria a dualidade. No budismo se usa o termo Sunyata, referindo-se ao vazio, que significaria a indiferenciação de tudo que inicialmente seria dual.


Se a matéria é a obstrução por implementar a dualidade, no budismo o Sunyata é a não-obstrução. Não existe medo ou desejo, calma ou ansiedade, atingindo-se o nirvana (de forma bem simplificada). No Islã se usa o termo Wahdat al Wujud, em que afirmam que Deus e a sua criação são UM, pregando a unidade do ser. Para os egípcios o não-ser seria o fim e o início primordial da matéria, pura potencialidade. No ponto de vista temporal, os egípcios acreditavam que "o que não é", a "não existência" é o tempo sem o tempo, algo incompreensível a mente humana. Para eles esse estado é a não dualidade. Quando nascemos passamos a "ser" e saímos dessa estado não-dual. Interessante que eles ensinam que ao nascermos passamos a "não existir" porque a vida na dualidade não é existência, mas ilusão, e somente saímos da não existência com a morte.

Me lembrei dos ensinamentos do Sr. 7. Ele nos afirmou que o número 2 é a base da consciência limitada em existência na Terra e o número 4 representa a estrutura da matéria que necessitamos, que por si seria o número 2, em dobro. Se olharmos veremos que:

Homem e Mulher = 2 vogais

Vida e Morte= 2 vogais

Filho= 2 vogais

Mãe e Pai= 2 vogais

Masculino e Feminino = 4 vogais ( 2x a potencialidade dual)

Honrar= 2 vogais

Poder, Domar = 2 vogais

Ventre = 2 vogais

A própria palavra Deus tem 2 vogais e 2 consoantes!!!

Exu = 2 vogais → Entendi que a dualidade é necessária, um primeiro passo para se alcançar a não dualidade na existência espiritual. Por isso o Sr. 7 falou que se Ogum diz ao seu filho o reino é seu, Exu irá dizer ao seu filho, dê o primeiro passo. A existência na matéria é essencial para o aprimoramento da consciência para a sua vida não-dual. A elevação da consciência não significaria renegar a matéria, mas entender a sua dinâmica e propósitos e não se limitar as suas regras. Equilíbrio da/na matéria e não se afetar pelo seu sistema seria o nosso primeiro passo. Entender que a dualidade não existe e que servir ao dual é a ilusão, acredito que seria o segundo passo. Não adianta servir ao masculino ou servir ao feminino, honrar o positivo e negar o negativo. Eles não se completam, porque não existem separados.


Entendi que a dualidade faz parte da experiência humana na Terra, porque precisamos da separação para existir a nossa ilusão de poder (2 vogais). Porém na espiritualidade qualquer separação, dualidade se desfaz, como mostram as correntes filosóficas. Engraçado notar que para a cristandade a dualidade também é questionada, porém existe uma preocupação muito maior nessa corrente no que nas demais de afirmar a permanência da individualidade mesmo na não-dualidade. Existe uma necessidade de se esclarecer que não desaparecemos ao nos unirmos com o Todo (algo a se aprofundar, acredito). Após ler eu começo a acreditar que a evolução do espírito estaria ligada a consciência da não-dualidade. Quando a vovó fala dos espíritos presos em temporalidades e/ou realidades é porque a mente é dual, ela separa o tempo, a experiência. Mas quando o espírito percebe que não existe a separação na sua consciência ele se encontra com a existência (5 vogais e 5 consoantes). Por isso meu Avatar me disse que enquanto eu praticar a dualidade em tudo e não buscar ver a existência não-dual nada eu entenderei. Ser um com os animais, com os vegetais, com o EU SOU.



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